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15/01/2021 - Pecuária

Segue quente a disputa da indústria pelo boi gordo


O forte ritmo das exportações de carne bovina neste começo de 2021, associado à firmeza do dólar frente à moeda brasileira, tem estimulado as compras de boiada gorda nas principais regiões de pecuária, relata a IHS Markit. Com isso, ontem (14/1), os preços da arroba bovina subiram novamente em algumas importantes praças do País.

Foi o caso de São Paulo, onde o animal terminado abriu o dia valendo R$ 285/@ (valor bruto e à vista), um reajuste de R$ 3/@ na comparação o preço de quarta-feira, segundo apurou a Scot Consultoria. Dados levantados pela IHS Markit indicam que o valor máximo do boi gordo chegou a R$ 291, a prazo, na região Noroeste de São Paulo. No Norte de Mato Grosso, informa a Scot, a cotação do boi gordo apresentou forte acréscimo diário de R$ 8/@, para R$ 263/@ (preço bruto e à vista).

Segundo a IHS, no interior paulista, a demanda dos frigoríficos é puxada pela enorme dificuldade na compra de animais no mercado local. “Muitas indústrias de São Paulo estão buscando gado em Estados vizinhos na tentativa de adquirir matéria-prima a preços mais competitivos”, relata a consultoria.

Na avaliação da IHS, as sucessivas altas nas indicações de compra no decorrer da semana possibilitaram uma modesta melhora na composição das escalas de abate entre algumas plantas frigoríficas do País. No entanto, observa a consultoria, a oferta de animais terminados que chega ao mercado ainda é oriunda de lotes residuais de confinamentos, visto que a entrada de gado com terminação a pasto atrasará neste ano devido a irregularidade das chuvas ao final de 2020.

Para piorar o quadro de oferta de boiadas, há um desestímulo dos pecuaristas em relação à atividade de terminação de animais no cocho, devido aos altos preços das rações, puxados pelas disparadas nas cotações do milho e da soja.

Porém, com o retorno das chuvas em janeiro, os pastos começam a ganhar vigor e isso deve colaborar para melhorias no ganho de peso dos animais no decorrer das próximas semanas, prevê a IHS. Portanto, no curtíssimo prazo, alguns pecuaristas devem segurar a oferta de lotes, esperando ganhos mais expressivos lá na frente.

Giro pelas praças
No Mato Grosso, os preços do boi gordo reagiram nesta quinta-feira devido à forte demanda para exportação e à procura por parte de compradores de gado de outros Estados brasileiros, relata a IHS.

No Paraná, novos negócios só evoluíram nesta quinta-feira mediante a alta nos preços dos animais terminados.

Em Tocantins e Rondônia, as indústrias locais operam com escalas de abate apertadas e com capacidade operacional muito ociosa, o que ressalta a atual dificuldade do setor produtivo em encontrar boiadas prontas.

Estabilidade no atacado
No mercado atacadista brasileiro, os preços dos principais cortes bovinos se mantêm estáveis. O aperto nos estoques de carne, associado ao maior ritmo das vendas externas, deve garantir suporte aos preços dos cortes bovinos, apesar da chegada da segunda quinzena de mês (período de menor poder aquisitivo da população) e da queda nos preços das carnes concorrentes.

Por: Denis Cardoso
Fonte: Portal DBO - http://tempuri.org/tempuri.html




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