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20/08/2021 - Tecnologia

Sementes rastreadas: como a tecnologia ajuda a combater pirataria no campo


Com um corvo no ombro, chapéu e tapa-olho de pirata, um espantalho ergue os braços e abre um sorriso macabro em uma lavoura cercada de espécies natimortas. Sombras e nuvens dão o tom da campanha, lançada recentemente pela Abrasem (Associação Brasileira de Sementes e Mudas). O que parecia cartaz do filme "Colheita Maldita" era uma referência a uma prática que se alastra como praga pelo campo: o uso de sementes piratas que, segundo a entidade, aumenta a incidência de doenças, de insetos, do custo de produção e de defensivos agrícolas.

Com um mercado cada vez mais competitivo, e todos os olhos do mundo sobre o que acontece no país, produtores encontraram na tecnologia uma arma para driblar a pirataria —e, claro, problemas com a Justiça. A venda de semente pirata ou sem origem comprovada é alvo de fiscalização recorrente do Ministério da Agricultura, que só em uma ação, realizada em 2020, apreendeu 2.700 toneladas de sementes pirata de soja em um terreno irregular de Campo Verde (MT).

A Abrasem estima que quase 30% das sementes plantadas no Brasil são falsificadas —índice que chega a 90% no caso do feijão. Os prejuízos causados por elas passam de R$ 2 bilhões ao ano.

Combate está no rastreamento
A pirataria levou o Ibrafe (Instituto Brasileiro de Feijão) a anunciar, em maio deste ano, uma parceria com uma empresa que no Brasil possui os direitos de uma tecnologia suíça de identificação, autenticação e rastreamento de produtos. A ideia, segundo o presidente do instituto, Marcelo Eduardo Lüders, é se antecipar a questionamentos cada vez mais recorrentes do mercado internacional.

"Em nosso setor, à medida que começa a incomodar países tradicionais, é provável que surjam reações, como suspeitas de que os produtos estejam saindo da Amazônia, usem mão de obra infantil ou utilizem defensivos não recomendados. Se não tiver rastreamento, vai ser cada vez mais difícil embarcar nos portos brasileiros", afirma Lüders.

O rastreamento funciona assim: com um aplicativo, o produtor pode conferir a procedência de sementes cadastradas e etiquetadas com um código antifraude e um registro de destinação. Essas etiquetas de segurança são afixadas nas sacarias e bigbags e podem ser acompanhadas por transportadores, distribuidores e revendedores.

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Por Matheus Pichonelli/Colaboração para Tilt
Fonte: UOL




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