Notícias

25/06/2021 - Pecuária

Sobressemeadura na soja: pecuarista abate boi um ano antes e colhe 20% mais grãos


Antecipação da idade de abate em um ano e 20% mais de grãos colhidos. E estes são os resultados de um sistema que ainda está sendo amadurecido no Brasil Central. É a sobressemeadura de capim na soja. Em reportagem exibida ontem (24/6) no Giro do Boi, o pesquisador da Embrapa Lourival Vilela, um dos precursores do desenvolvimento de sementes de soja para regiões de Cerrado, adiantou os resultados de algumas das práticas que estão analisando esta nova opção para o produtor rural.

O pesquisador explicou como o sistema se desenrola na prática. “Normalmente a gente tem trabalhado no final do ciclo da soja. A gente costuma dizer quando a soja começa a ‘aloirar‘, começa a cair as primeiras folhas […]. Na fase experimental trabalhou-se com aviões agrícolas trabalhando com sobressemeadura nos estudos que nós realizamos acompanhando os produtores na região de Quirinópolis e depois, aos poucos, começaram alguns produtores que vinham trabalhando só com consórcio de milho com braquiária, que passaram a ver o grande potencial que eles tinham de trabalhar com a sobressemeadura na soja”, contextualizou.

Vilela explicou como que a semeadura da forrageira interagem com a oleaginosa de modo a não prejudicar a produtividade. “Quando eu trabalho com essa sobressemeadura no final do ciclo, é uma forma que eu não tenho competição nenhuma com a minha cultura principal. E além de tudo, quer dizer, eu vou ter uma produção de forragem para eu fazer o boi safrinha, ou a novilha safrinha, o que for, produzir comida na entressafra em quantidade e qualidade. Depois dessa colheita, com a safra de boi produzida ou com a safra de carne, uma lavoura de carne colhida dentro desse sistema, nós vamos ter uma palhada de qualidade e uma quantidade de nutrientes que está mobilizada nessa palhada que vai ser liberada para as culturas seguintes. E aí a gente faz um plantio direto de qualidade”, afirmou.

Vilela destacou ainda os resultados obtidos com o sistema que ainda está em desenvolvimento e sendo estudado – bom para a lavoura, para o boi e para o solo também. “Hoje a gente tem visto que a gente tem conseguido produzir só com essa palhada de capim 20% ou um pouco mais em relação ao milho safrinha na soja na safra seguinte. Então mostrando essa grande melhoria das nossas forrageiras em solos já corrigidos, onde se faz uma lavoura de qualidade, nós temos observado o sistema radicular dessas forrageiras com até quatro, cinco metros de profundidade. Ou seja, ela está reciclando nutrientes como potássio, que movimentam mais no solo, ela vem e traz isso para a superfícies. O fósforo também é reciclado e liberado pela decomposição da palhada. Então esse é um sistema que melhora muito a eficiência do uso de fósforo, […] é uma cultura com grande potencial”, animou-se Lourival.

Mais informações e a entrevista completa AQUI

Fonte: Giro do Boi/Canal Rural




Mantenha-se atualizado com o Agro KLFF

Cadastre-se e recebe diariamente as novidades do mercado

2016 Portal KLFF. Todos os direitos reservados.

Termos de uso. Política de privacidade.