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23/06/2021 - Soja

Sojicultor vence desafio com produtividade 120% maior que a média


Volume médio tão elevado como o do produtor ainda é utópico, mas potencial produtivo de algumas regiões indica patamares avançados.

Tomando-se como base a maior produtividade de soja do país, o Brasil poderia ter produzido 298 milhões de toneladas da oleaginosa neste ano, mas os dados finais indicaram 136 milhões.

O Cesb (Comitê Estratégico Soja Brasil) faz anualmente um desafio entre produtores para ver quem obtém a maior produtividade nacional.

Neste ano, o ganhador foi um produtor do Paraná, que obteve 129,16 sacas (7.750 kg) por hectare, uma produtividade bem acima das 58,8 sacas (3.528 kg) da média do país.

O Cesb, que surgiu em 2008, reuniu um grupo de profissionais e de pesquisadores na área de soja para ajudar a tirar o país da incômoda marca das 50 sacas por hectare, patamar que mantinha havia vários anos. Os números atuais indicam tendência contínua de evolução.

Um volume médio nacional tão elevado como o atingido pelo produtor paranaense ainda é utópico, mas o potencial produtivo de algumas regiões já indica patamares bastante avançados.

O país, contudo, está aberto para novos avanços, segundo Alvadi Antonio Balbinot Junior, pesquisador e chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Soja.

As ferramentas tecnológicas à disposição dos produtores já permitem avanços significativos, mas eles têm de fazer a parte deles, que é um bom manejo da produção.

A linha de tendência indica que haverá um incremento gradual da produtividade brasileira. Alguns estados, como o Paraná, deverão ultrapassar os 4.000 quilos –67 sacas– por hectare em dois ou três anos.

Em outras regiões, onde as condições de produção são menos favoráveis, a evolução será mais modesta, afirma o pesquisador da Embrapa.

Para Balbinot, a marca de 7.750 kg por hectare (129,16 sacas) atingida nesta safra 2020/21 está longe de ser uma média nacional porque ela acontece em condições especiais de cultivo.

Em geral, essas altas produtividades ocorrem em regiões bastante favoráveis à produção, o produtor escolhe o filé mignon de sua propriedade e dá uma atenção especial à lavoura. Daí um resultado tão elevado.

Mas o produtor vai usar cada vez mais a inteligência para obter um volume maior. E essa busca de produtividade deve vir acompanhada de rentabilidade e de sustentabilidade. O custo de produção é cada vez maior, e o sojicultor quer uma verticalização das lavouras, produzindo mais na mesma área, diz Balbinot.

A expansão de área para a soja deverá continuar, principalmente após a valorização das commodities e o ganho recente dos produtores.

Essa nova ocupação, no entanto, se dará sobre áreas degradas de pastagens que tenham condições favoráveis à cultura. Isso é bom para o ambiente, afirma o pesquisador.

Para ele, as condições para o avanço da produtividade existem, mas sempre surgem problemas pelo caminho. Ele cita o aparecimento da ferrugem asiática, uma das piores doenças do setor, e os do percevejo e da Helicoverpa armígera, duas das principais pragas desta lavoura.

O avanço da produtividade depende, no entanto, de vários fatores. Do lado da ciência, a genética já dá condições de novos crescimentos, como mostra o desafio do Cesb. A genética tem um DNA para isso.

Um fator imprevisível, porém, é o clima. Algumas regiões, como ocorre no Rio Grande do Sul, vivem uma gangorra climática, alternando boas safras, como a deste ano, com fortes quebras, como a do ano passado.

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Fonte: MinutoMT




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